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Para quem fala o filme? Desde o início, queríamos atingir o público adolescente. Houve um momento em que distribuíamos o roteiros para adolescentes e ouvimos opiniões. Quando acabamos o filme, chamamos outros jovens. Todo o tempo estávamos ouvindo o que tinham a dizer. Os temas não parecem datados para os anos 90? Tenho certeza que não. Pesquisamos tudo isso. O problema dos manicômios é nacional e urgente. Não podemos simplesmente virar as costas. O conflito de gerações é eterno. Nossa sociedade está cada vez mais fechada e também precisamos acordar para que não fique sem nenhum diálogo. Trabalhar com Rodrigo Santoro foi difícil? Nunca pensei em outra pessoa. Foi o Paulo Autran quem me falou para prestar atenção nele quando Hilda Furacão fosse para o ar. Quando o vi, fiquei impressionada com a entrega dele para o papel. Sabia que Neto era ele. E quando conversamos, foi o Rodrigo quem me pediu tempo para trabalhar o personagem com antecedência. |